sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Eu, a água e a raiva

"Agir com raiva é o mesmo que içar a vela na tempestade" (Euripedes)
Alguma coisa vem acontecendo dentro de mim desde 2013.
Não por acaso, as manifestações me pegaram pelas entranhas e pela 1a vez eu tive esperança no povo do nosso país.
Achei de verdade que as coisas mudariam por aqui.
E mudaram, pra pior.
O Brasil vai mal, bem mal.
Os dados econômicos são bizarros e o país do futuro virou um país do passado, sem termos curtido o êxito.
Sediamos uma copa, perdemos ridiculamente no campo e fora dele.
Tivemos eleições apertadas, muitos juram roubadas e nossa presidente, menos de 1 ano depois de eleita, mais parece um fantoche, sem poder, nem relevância.
Localmente São Paulo vive uma crise hídrica há muito anunciada.
Aqui em casa, bem antes da crise cair na boca do povo, economizamos água. Reutilizamos quando possível, racionamos e cumprimos as metas sugeridas pela Sabesp.
Ficamos meses sem lavar as calçadas e pisos, até que na semana passada resolvemos utilizar um pouco da água de reuso pra dar uma geral em tudo.
Fiquei chocada com a quantidade de gente que passava (sozinha) no carro xingando a gente enquanto tentávamos limpar um pouco da sujeira acumulada nesses meses todos. Fosse por cidadania eu ficaria feliz, mas era raiva. Só raiva.
Num determinado momento um sr parou o carro e começou a soltar palavrões bem baixos para o nosso funcionário, que muito educadamente explicou que se tratava de água de reuso. Não adiantou, o sr. gritava e gesticulava.
Provavelmente este sr. não sabe o que é reuso, não separa o lixo de casa e nunca saiu de dentro de seu Sedan executivo pra tentar se aventurar no transporte público, e mesmo que faça tudo isso nada lhe dá o direito de maltratar as pessoas desse jeito.
Num país desenvolvido, onde as pessoas são mais bem educadas, numa situação como esta, bastava o sujeito denunciar o uso abusivo de água e caberia a mim me defender, provando que se trata de água reutilizada. Sem xingamento, sem mal estar. Mas parece que no Brasil ser cidadão é brigar.
Nada errado em brigar, ainda mais quando se trata de defender direitos, mas é errado sentar no próprio rabo para falar do rabo dos outros.
Tá cheio de gente que paga propina e se diz indignada com o escândalo do Petrolão.
Assim como tá cheio de gente que fica horas no banho e xinga quem rega as plantas.
Ontem escutando os panelaços, hoje lendo os "16 de agosto eu vou" no facebook, confesso que senti arrepios e muito medo do que vem por aí.
Já votei no PT e acreditei na proposta do partido, me sinto triste e decepcionada em ver o que a esquerda virou. Acho digno e justo ir pra rua, bater panela e gritar por um país melhor, mas me parece que metade das pessoas que fazem isso não entendem o que pode acontecer caso a Dilma e seu governo caiam.
De novo é a raiva pela raiva e a raiva sozinha, não leva ninguém a lugar nenhum, quem dirá um país?

quinta-feira, 26 de março de 2015

Do contra

Eu sempre fui do contra.
Talvez por ter uma alma meio "briguenta", ou por querer me diferenciar numa família de 4 irmãs... o fato é que sempre adorei uma polêmica.
Muitos me disseram que daria uma boa advogada, já que tenho poder de argumentação até quando sei que estou errada. Escolhi ser publicitária, que dá quase no mesmo.
Politicamente sempre fui contra o governo. Acho sempre que falta muito a ser feito, principalmente nos campos da educação, saúde e bem viver dos menos abastados.
Com o passar dos anos larguei a propaganda, larguei o Greenpeace (vi que nem eles brigam mais tanto) e comecei a buscar a paz.
Não que uma boa polêmica não me atraia, muito pelo contrário. Mas num mundo de tanta polêmica, ser do contra é ser da paz.
Hoje em dia todo mundo é contra tudo.
Ou é contra aborto, ou é contra o casamento gay. Ou é contra a legalização das drogas ou é contra publicidade de bebida alcoólica. Tudo é motivo pra discussão, pra briga. Até cor de vestido gera polêmica.
Ser do contra quase não tem mais graça.
Nos últimos anos vivemos numa panela de pressão. As manifestações de 2013, a Copa, a reeleição da Dilma... De repente todo mundo além de ser do contra, ficou politizado. Todo mundo é contra o governo eleito e a "favor de um Brasil melhor". E isso lá é bandeira? Até gringo é a favor de um Brasil melhor.
Nada contra quem foi às ruas no 15 de março, acho válido e genuíno.
Mas qual é o problema de não ir? De ser contra Impeachment?
Toda vez que posto uma opinião no facebook dezenas de "amigos" me detonam, me chamam de petista, de não sei o que... eu que nem petista sou (já não escrevi que sempre sou contra o governo?).
Tô achando tudo isso muito chato!
Tá chato ser contra quem é do contra.
Então elaborei uma lista de dicas a favor de quem é do contra e quer tanto fazer um Brasil melhor, afinal, há muito a fazer para ser um bom cidadão além de pagar impostos. Coisas simples, muitas podem ser feitas sem sair de casa:
- Dê uma carona para sua funcionária do lar. Além de ver como ela mora, nunca mais você reclamará caso ela chegue um pouco atrasada.
- Pegue transporte público no horário de pico e nunca mais reclame quando ela chegar de bico.
- Sente um dia com ela para almoçar, coma a mesma comida, com a mesma louça e talheres e pergunte como anda a vida dela, certamente haverá algo em que possa ajudá-la.
- Visite algum projeto numa periferia e veja quem trabalha para que uma parte esquecida da população, tenha acesso à dignidade.
- Se puder, ajude alguma ong, seja com $ ou com trabalho voluntário.
- Cobre o governo além das ruas. Todos os sites de ministérios tem espaço para participação popular em projetos em tramitação.
- Não ignore a realidade. Se não quer abrir o vidro do carro pro pedinte, agradeça, responda, respeite.
- Ensine seus filhos não só a respeitarem, mas também a se interessarem pelo diferente. Uma conversa com uma criança de rua pode ser a maior lição de vida que ele terá.
- Vá mais às ruas, mesmo quando não são milhões que vão, mesmo quando apenas algumas dezenas buscam algum nobre objetivo. Recentemente perdemos a possibilidade de ter um parque em São Paulo, ao lado da av. Paulista, onde rolaram as manifestações de 15 de março e possivelmente aquelas centenas de pessoas teriam feito a diferença.
- Pensar em si, no bem estar e na segurança dos seus é prioritário, mas olhando ao redor o mundo será melhor para todos, inclusive para você.




segunda-feira, 13 de outubro de 2014

(Falta de) vontade política


Em tempo de eleições; talvez a mais disputada, agressiva e surpreendente das últimas décadas; eleitores caxias como eu, que leem de cabo a rabo as propostas e que ficam indignados com a falta de respeito perante outras visões; custam a admitir que foi uma ação proposta por uma marca o projeto mais bacana e que mais me chamou a atenção nas últimas semanas.
Não sou de fazer jabá, não ia escrever aqui  o nome dessa marca, mas a ideia colocada em prática merece meu post e nossa atenção.
Ha umas duas semanas, um pouco antes do primeiro turno das eleições, ao ler uma revista americana, vi um anúncio (propaganda mesmo) da Shell, com uma foto de uma comunidade no Rio de Janeiro, o Morro da Mineira (sim, esta foto acima). O anúncio de 4 páginas, com um texto denso, infográfico explicando a tecnologia e fotos das crianças me gerou primeiro raiva (confesso) e depois curiosidade.
Achei que era mais um greenwash pra gringo ver, usando o sorriso de crianças brasileiras.
A Shell junto com o rei Pelé anunciavam o primeiro campo de futebol que tem a energia necessária para sua iluminação noturna, gerada pelas pisadas dos jogadores.
Como se não bastasse o fato de que o campo, talvez única diversão gratuita para a molecada do morro, não ter antes iluminação, tantos jogos fizeram com que as pisadas gerassem tanta energia acumulada nas baterias que foi possível iluminar o morro inteiro, por quase uma semana.
Logicamente a Shell, bem assessorada juridicamente que é, não pôde anunciar tal feito, uma vez que as concessionárias geradoras de energia, não permitem geradores de energia autônomos, jogando energia na rede, principalmente sem custo.
Eu, desacreditando um pouco de tal ação, que vai além de um anúncio, ou uma campanha marketeira, uma vez que o campo com a tal tecnologia, continuará lá após a campanha, comecei a pesquisar a veracidade. Uma matéria na Folha de São Paulo na semana seguinte confirmou. É fato, a Shell veio, projetou, fez e denunciou a falta de vontade política brasileira.
Sim, por que se um mísero campo de futebol consegue gerar a energia pro morro todo, imaginem isso exponecialmente, no Brasil inteiro.
Na hora me lembrei de um projeto do então secretário de meio ambiente, agora recém ex-candidato a presidência, Eduardo Jorge, de criar usinas de biomassa que gerariam energia nas favelas do Rio para os horários de pico, quando os chuveiros elétricos bombam, mesmo num calor de 40oC. Se colocado em prática, as mini-usinas gerariam energia suficiente e evitariam a necessidade da construção da Usina de Angra 3, matando dois coelhos com uma cajadada, lixo e luz resolvidos de forma simples e barata.
Mas, assim como Shell, Eduardo Jorge provou que no Brasil não faltam ideias, soluções, nem quem as coloque em prática, falta é vontade.



segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Na seca!

É chover no molhado (sem trocadilhos engraçadinhos) reclamar da falta de planejamento e investimento em estruturas hidráulicas secundárias para abastecimento das grandes cidades brasileiras.
Assim como é complicadíssimo, tentar ensinar uma sociedade acostumada ao desperdício a ter cuidado ao utilizar a água, a tratá-la com respeito.
O governo de São Paulo cuida do tema com a  mesma cautela com que fala do rombo da CPTM, ou seja, ambos são assuntos delicados para o PSDB às vésperas de eleições.
O problema é que o primeiro certamente causará um impacto que irá muito além dos 4 anos do próximo mandato.
Os sistemas de abastecimento estão em colapso. Todos sabemos disso, mas ninguém faz nada.
Racionamento parece uma palavra com o mesmo impacto de um tsunami, quando é a única alternativa.
Ambientalistas alertam, desde antes de 2000 para este possível colapso, em escala mundial, a partir de 2025. Um estudo das Nações Unidas prevê que 3 bilhões de seres humanos – 45% da população mundial – ficarão sem água no ano 2025. 
O problema já afeta 1 bilhão de pessoas, principalmente no Oriente Médio e norte da África. 
Em visita à India em 2009 fiquei impressionada com a naturalidade que mulheres caminhavam kilometros para buscar um balde d'água que serviria para todas as tarefas domésticas de uma família de 7 pessoas: eram 10L para beberem, cozinharem e para a higiene necessária. 
O consumo médio de água per capta na Índia é de 50L. Na escócia, país campeão é de 410L. 
No Brasil o consumo varia muito de acordo com a região. No DF, são 225L/pessoa, contra 150L em São Paulo. 
Apesar da tragédia anunciada e de o principal sistema de abastecimento de São Paulo, o da Cantareira, estar seco, não deixamos de ver pessoas lavando calçadas, carros e jogando água fora.
Na minha opinião a educação da população deve sim ser feita, mas apenas terá resultados a médio prazo.
Algumas soluções simples, mas que requerem investimento e planejamento não só Estadual, mas Federal, são plausíveis e a única saída.
Os moradores de Orange County, no Estado americano da Califórnia, bebem esgoto há mais de vinte anos. Nojento? Não, não é. O reúso foi a solução encontrada para que o lugar não secasse. Além de 2,5 milhões de habitantes, Orange County abriga o parque temático mais famoso do mundo, a Disneylândia. 
No final da década de 60, o lençol subterrâneo que abastece a região já estava superexplorado pela irrigação de extensas plantações de laranja. Com a redução do nível do aqüífero, o sal do Oceano Pacífico começou a infiltrar-se ali, ameaçando o abastecimento.
Para salvar o manancial, os californianos criaram a Fábrica de Água 21, uma usina-piloto de tratamento especializada em purificar esgoto e injetá-lo de volta no solo.
Hoje, além do aqüífero permanentemente cheio, Orange County evita a contaminação pela água do mar e garante seu próprio abastecimento.
O Brasil, que sozinho possui 16% de toda a reserva de água doce do planeta, passar por um problema de escassez de água parece brincadeira, mas não é. Não usamos nem 1% do nosso potencial. Somos ruins pacas em gerenciamento. Os rios estão degradados, o abastecimento de água na cidade de São Paulo chega a 370 L/pessoa, quase o dobro do consumido, mas 40% é desperdiçado.
Ao invés de os candidatos explorarem a mídia andando pelo país apertando mãos e tirando fotos com bebês, deveriam sentar na mesa e nos apresentar urgente soluções para o que pode vir a ser nosso maior problema: ficarmos na seca!

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Droga não é causa, é consequência.

Basta ser um humano, vivendo numa grande cidade, cercado por um número considerável de pessoas, para saber que quando se trata de uso de drogas o problema não é a droga em si e sim quem a usa.
Quando falo drogas me refiro à tudo, as ilícitas e as permitidas: café, álcool, maconha, lexotan...
Qualquer um de nós conhece alguém que bebe todas e no máximo dorme e um outro que bebe 2 copos de cerveja e fica chato, agressivo, as vezes insuportável.
Não é qualquer um que pode tomar umas.
Assim como tem os que não podem tomar café após o jantar, que não dormem de jeito nenhum.
O fato é: os efeitos de qualquer droga tem muito mais a ver com o organismo e a pré-disposição de cada um, do que com a composição química desta.
É claro que cada droga tem seu efeito e que seu uso deve ser controlado. Do açúcar e café ao rivotril e as doses de whisky.
Conheço quem sai a noite, cheira suas carreiras e consegue estar acordado no dia seguinte para levar os filhos na escola e ir trabalhar.
Conheço também aquele que não usa droga nenhuma e mal sai da cama, seja por preguiça ou depressão.
A droga em si não acaba com a vida de ninguém, é a vida da pessoa que a leva às drogas.
E quantas mortes são causadas pelo uso de drogas?
Em estudo realizado no ano passado, fica clara a evidência: 73% dos jovens brasileiros morrem vítima da violência ligada ao tráfico; 15% de acidentes, 5% de causas naturais e cerca de 1% de overdose.
Há quem diga que acidentes de trânsito e muitas mortes são causadas pelo álcool. Aí imagino uma garrafona de zulu dirigindo... Não teria sido uma pessoa irresponsável que, mesmo sem condições apanhou o volante?
Esta deveria ser julgada pelo acidente que causou, não pelas doses que bebeu.
Outro dia assistindo a um telejornal, vi uma matéria sobre um acidente que causou a morte de uma criança em Campinas. Fiquei chocada com a reação dos jornalistas, mais indignados com o fato de a polícia ter achado um baseado no carro do cara do que com o fato de que ele atropelou, largou carro e vítima e saiu andando...
Droga não mata. O que mata é a violência decorrente da sua proibição, é a falta de informação, é o controle pela força.
O mundo não vive sem as drogas, proibi-las não acaba com o mercado paralelo, muito menos com o crime organizado.
Assim como liberá-las não garante o fim de ambos, mas ao menos, não teríamos a nossa força de segurança pública tão empenhada em prender pequeno traficante e sim em combater o crime e trazer mais segurança para o cidadão.
O problema da nossa sociedade é que olhamos pro sujeito e vemos só o "craqueiro"a "ameaça" não olhamos com compaixão, não vemos um menino que sofreu abuso do pai, que perdeu a mãe, que não teve carinho, nem informação...
O fato é que, para promovermos uma mudança de fato, deveríamos parar de demonizar as drogas em si e começar a cuidar do ambiente em que nossas crianças crescem. Deveríamos informar os jovens sobre os perigos, seja do álcool, do cigarro, ou de uma carreira de cocaína. Só existe opção quando há informação.
Enquanto parte de nós negar isso e ver no craqueiro um zumbi, seremos reféns de nós mesmos e da estrutura que ajudamos a construir.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Copa? Manifestações? Eleições? O pepino agora é água.

Como se não bastasse vivermos num país em meio à uma crise política, econômica e social, agora começam a soar  alarmes de questões ambientais, bem mais próximas das grandes cidades do que nossa distante floresta Amazônica, há muito em perigo.
Sem água, nenhum outro problema, nem a violência latente vivida em São Paulo, nos dará tanta dor de cabeça.
Com o sistema Cantareira em colapso, principal responsável pelo abastecimento da cidade, e total falta de planejamento em todas as esferas: municipal, estadual e federal, há um grande risco de promovermos um erro secando um rio e resolvendo o problema a curtíssimo prazo, mas e depois? E se São Pedro como previsto por ambientalistas, continuar nos deixando na mão?
Uma das principais consequências do aquecimento global, as mudanças climáticas, já anunciavam verões mais quentes e secos há décadas. Por que o poder público continua tão resistente a dados e estimativas negativas?
Enquanto um plano mirabolante e alguma estratégia eleitoreira não vem, podemos começar mudando hábitos dentro de casa, na empresa ou escola.
Na minha opinião, nada conscientiza mais do que dados, pois aí vão eles:
No Brasil, o consumo per capita é diferente por região. Em São Paulo por exemplo, utilizamos em média 150L por habitante por dia, já no Distrito Federal, o consumo sobe para 220L.

 Abaixo seguem alguns quadros com dados de consumo em diferentes atividades:




Utilização
   Chuveiro
Lavatório
Bidê/Ducha higiênica
Cozinha
Lavanderia
Lava-louça
Banheira pequena
Banheira media
Banheira grande

Consumo (litros/pessoa/dia)
80
8
6
18
15
8
130
170
260

Como não custa, aí vão algumas dicas importantes sobre o consumo deste bem tão precioso:

  • Ao escovar os dentes com a torneira aberta, o gasto é de até 25 litros. Se escovarmos e depois abrirmos a torneira, apenas para o enxague ,este consumo cai para 10L.
  • Uma torneira aberta gasta de 12 a 20 litros de água por minuto. Se estiver pingando são 46 litros por dia. 
  • Lavar as louças, panelas e talheres com a torneira aberta o tempo todo acaba desperdiçando até 105 litros. O ideal seria primeiro ensaboar e depois enxaguar tudo de uma só vez. 
  • Ao lavar as calçadas, muitas pessoas utilizam a mangueira como vassoura, desperdiçando água tratada. Use a vassoura e quando necessário um balde ao invés de deixar a mangueira aberta o tempo todo. 
  • Ao lavar roupas, apenas use a máquina de lavar quando estiver bem cheia. 
  • Lavar o carro implica num gasto médio de 560 litros em 30 minutos. Lave apenas quando for realmente preciso.
  • Antes de regar as plantas consulte a meteorologia para saber se vai chover. Regue somente o necessário e usando um esguicho tipo "revólver", que libera a água só quando adicionado. Se possível, armazene a água da chuva para molhar suas plantas.

  • Vasos sanitários com caixa acoplada utilizam 6 litros de água por descarga em vez dos mais de 20 litros das válvulas de parede convencionais. Instale em sua casa modelos mais modernos que trazem ainda um duplo botão para 3 e 6 litros e podem ser acionados de acordo com a necessidade.


domingo, 9 de março de 2014

E-Lixo

Um dos maiores problemas do mundo moderno é a obsolescência dos aparelhos eletrônicos.
Sempre que a indústria lança um novo aparelho de TV, um novo telefone celular, uma nova câmera fotográfica, ficamos tentados em adquirir um substituto mais moderno e eficaz do que o que possuímos.
Eu mesma já tive que trocar os i-da vida simplesmente por que o meu, de tão antigo não aceitava mais atualização de sistema operacional, nem baixava nenhum novo aplicativo.
Como não temos muito o que fazer, ao trocar o celular, o computador ou a tv o mais impostante é descartar o antigo de forma correta.
A maioria dos eletrônicos possui em sua fabricação componentes que ao entrarem em contato com a natureza (chuva, calor, etc...) se tornam tóxicos e nocivos ao meio ambiente. Portanto NUNCA jogue nenhum aparelho eletrônico no lixo.
O ideal é avaliar o estado em que se encontra o aparelho e caso ainda esteja em condições de uso, "passá-lo para frente".
Você pode vender sua TV, computador, aparelho de som, ou qualquer outro objeto eletrônico em sites de compra e venda ou oferecê-los por um preço camarada para seus amigos nas redes sociais.
Caso ache complicado, por que não doá-lo a alguém que possa precisar dele? Muitas entidades recebem aparelhos eletrônicos, para serem utilizados em suas atividades, ou para serem vendidos em bazares que geram renda para as comunidades carentes atendidas.
A última opção é a reciclagem.
Como os eletrônicos são feitos de muitas partes e materiais diferentes, sua reciclagem é complexa.
Por aqui, são poucas as empresas que trabalham esse tipo de material.
Mas o futuro é promissor. Na China e principalmente nos Estados Unidos, empresas de reciclagem lucram bastante com peças eletrônicas. Pensando nisso, foi criado o ecoATM, um quiosque onde você deposita um eletrônico que não usa mais e ganha um dinheiro em troca.
Já são cerca de 15 quiosques espalhados pela região sul da Califórnia, em alguns shoppings em San Diego. O projeto experimental irá identificar os produtos e determinará o valor destes, para futuramente remunerar os doadores da forma mais justa possível. As partes serão encaminhadas para empresas de reciclagem que ficarão responsáveis por sua reutilização.
Como por aqui a implementação desse tipo de serviço é mais complicada, caso você tenha algum eletrônico para reciclar, chequena lista de empresas de reciclagem se elas podem receber seu material.